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Há uma selva lá fora...

Um blogue sobre a selva: observações e comentários de um tipo.

27
Jan18

A SuperNanny foi para o banquinho!

SIC/Direitos Reservados

 

Falemos da Super Nanny. Falemos de um formato internacional, presente em mais de 15 países e que chegou há duas semanas a Portugal pela mão da SIC.

A estação "suspendeu" a emissão do programa deste domingo pois não tinha condições para o emitir devido às imposições do Tribunal de Oeiras (proteção da identidade da criança).

No entanto, o comunicado da própria estação levanta uma questão que, no meu entender, é perfeitamente lógica: as televisões não têm liberdade de programação desde que os conteúdos estejam dentro da lei?

É legítima a questão da proteção da criança, como é óbvio!

Mas a limitação de um programa que cumpre a lei (visto que a produtora do programa tem as autorizações necessárias para a emissão e, supostamente, as famílias visionaram o programa antes do mesmo ir para o ar) não é, em certa medida, censura?

Estou apenas a questionar...

Até porque há um regulador (a Entidade Reguladora para a Comunicação Social) que, até agora, não se pronunciou... ou melhor, pronunciou-se dizendo que se ia pronunciar "oportunamente". Cabe ao regulador, tal como está consagrado na lei, colocar os operadores "nos eixos" relativamente a esta matéria. O regulador tem de regular e, neste caso como em outros, não o fez! Coube ao tribunal esse aspeto e, aí, fico com aquele leve trago a censura.

01
Jan18

Balanços (que treta de título!)

Joshua Earle

 

2017 foi um ano de mudanças. Muitas mudanças!

De emoções fortes, de sonhos frustrados, projetos terminados e novos que surgem.

E, no fim do caminho, perceber que há uma esperança.

Findou uma série de coisas e loisas... coisas e loisas essas que não vale a pena explanar.

Chorar! Olhar o extrato bancário!

Chorar! Por se sentir impotente!

Primeiro que tudo: direcionar a nossa força. Não perder o norte. Não destilar o ódio que temos, que nasceu sabe Deus de onde, porque esse ódio pode "matar". Não fechar portas nem janelas. Nunca contar com o ovo no cu da galinha!

 

Depois: pôr as mãos na obra! Fazer! Criar! E, se for preciso, dar dois passos atrás: ver o que estava errado, onde se errou, o que se errou, o que fazer para melhorar. Parar se for preciso! Não se fracassou: arranjamos um caminho melhor e diferente.

A seguir: começar a caminhada!

2018 é isso: uma caminhada! Dos projetos em que estou envolvido, nas ideias que estou a magicar e de toda uma vida que planeio viver até aos 27... e para além disso, claro!

Em 2018, quero não me dividir: dizer mais "Não!" e menos "Sim!" mas que estes sejam "sims" sejam para quem os merece.

Em 2018, quero trabalhar no que amo com as pessoas que me rodeiam e que são mais, do que excelentes profissionais, amigos.

Podemos ser todos felizes em 2018?

01
Nov17

Orgulho

Rádio Kapa

 

Alguns me perguntam o porquê de a rádio kapa ser tão importante para mim, ter investido tanto do meu tempo livre num projeto que não me deu um tostão, de ter apostado em algo que só me dava dores de cabeça... 

A resposta não é simples: a kapa foi um marco importante na minha vida. Imaginei-a, vi-a nascer, vi-a crescer e, depois, deixei-a ir... Foi uma coisa minha, saída das minhas mãos e que, depois, se transformou num trabalho de uma equipa e que, sem ela (a equipa, entenda-se!), a kapa não teria a visibilidade que teve. Só de ver uma equipa (que chegou a ter sete pessoas!) empenhada numa coisa que eu criara ou o facto de alguém escrever no Twitter "Devia haver mais rádios como esta!" já me deixava orgulhoso pela minha "menina"! 

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É esse o sentimento que nutro pelo projeto que me deu um background único que, de outra forma, não teria: orgulho! 

Olhando à distância, não me sinto triste pelo fim da kapa. É certo que a kapa terminou as emissões no fim do mês de fevereiro. Mas a sua "alma" vive em muitos projetos em que me envolvo: no Largo ou na Cassete Pirata e, mais recentemente, no Informadouro. 

Há sete anos atrás, no primeiro de novembro, preparava-me para lançar às 22h, a rádio kapa.

Hoje, celebramos sete anos de aprendizagens, risos, erros e vitórias de uma rádio que sempre foi "alternativa"! 

Obrigado, kapa! 

 

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