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Há uma selva lá fora...

Um blogue sobre a selva: observações e comentários de um tipo.

31
Ago15

Aquela coisa chamada rádio.

De quando em vez, gosto de revisitar alguns textos que escrevo. O que reproduzo de seguida foi escrito aquando o quarto aniversário da "minha menina". Pode já estar desatualizado: a rádio já não conta com alguns dos elementos que cito no texto [circuntâncias da vida, se é que se pode chamar!]. 

Gosto contudo de que o texto espelha aquilo que para mim é a rádio: estar na direção de uma webrádio (e que muitos pensam que é uma brincadeira de miúdos!) é custoso. Mas acredito que o resultado vale a pena. Basta clicar ali ao lado, em "Escutar emissão", e perceber o porquê de eu achar que tudo vale a pena, mesmo quando pensamos em desistir!

A rádio kapa é a minha “menina”: todos os que trabalham comigo sabem disso e por isso, com toda a certeza, percebem quando eu resmungo [com muita paciência, por vezes, e de forma “fofinha”, na grande maioria delas!] com eles porque houve algo que correu mal: ou foi a ligação ao computador de produção que não está a acontecer ou o programa que teve aquela parte do audio mal editada! Claro que há casos [na sua maioria!] em que a culpa não é deles: se se pode culpar alguém, que se culpe “a vida”!

Mas são estas pequenas coisas que fazem da rádio kapa uma oficina de rádio permanente onde aprendemos com erros e onde todos trabalham para que todos tenham uma rádio alternativa às outras: que outra rádio, feita por jovens, tem fado na playlist principal? Que eu conheça, nenhuma.

Temos a humildade de aprender e de baixar a cabeça quando fazemos asneiras e levar um “tau-tau” dos ouvintes. Afinal, são eles que têm razão.

Em quatro anos de vida, esta rádio já teve muitos altos e baixos. Mas olho para a equipa que me acompanha e penso “Caramba: tenho muita sorte! Quem dera a muitas rádios ter esta gente!”: a Angélica, o Ricardo, a Sofia, o Márcio, a outra Sofia, a Helena e os nossos “correspondentes”: o Ric, em Inglaterra, e o Rodrigo, nos Açores.

E outros que estão fora mas que colaboram connosco: os mais de 387 seguidores no Facebook e os 297 que nos seguem no Twitter, os técnicos do software de automação e que nos acodem quando o sistema crasha, os que nos cedem conteúdos e toda a gente que colabora connosco de alguma forma.

Esta é a melhor equipa do mundo e é esse o motivo que me faz continuar a acreditar neste projeto. Como diz a Angélica, “a kapa tem quatro anos, já fala e come broa” e é o meu orgulho. A kapa dá-me muito trabalho, dá-me dores de cabeça, põe-me os nervos em franja mas é o meu orgulho.

Mas há sempre uma pessoa a quem tenho de agradecer por estes quatro anos, uma pessoa “heterógenica” e que, muitas das vezes, não tem rosto: os nossos ouvintes. Eles é que nos fazem continuar a trabalhar para a kapa e torná-la cada vez mais alternativa! Esse é o nosso papel!

A toda esta gente, o meu obrigado! Que venham mais quatro anos!

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