Um assunto qualquer #02
Estou licenciado há apenas algumas semanas mas, mesmo assim, olho para quem entra concorre ao concurso de acesso. Os resultados saem daqui a alguns dias e todos os anos relembro aquela angústia de receber a mensagem de e-mail do DGES, com letras garrafais, a palavra "Colocado".
Este ano, não concorri a nenhum concurso de acesso a coisa nenhuma. No entanto, o que dizer aos milhares de alunos do secundário que vão tentar a sua sorte na "selva" universitária? Podia dizer que "vão ser os melhores anos!", que "vão fazer amigos para vida!" e outra frases feitas. No entanto, não: vou optar por contar a minha experiência no ensino superior.
Estive em duas universidades diferentes: a Universidade do Minho e a Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro [Vila Real].
Na UMinho, estudei, durante meio semestre, no curso de Línguas e Culturas Orientais. Com o devido distânciamento, sei bem que não foi a melhor opção. Carateres chineses são gatafunhos muito lindos e o japonês é muito bonito nos animes mas não é para mim. No segundo semestre, tomei a opção de frequentar unidades curriculares de Ciências da Comunicação. E assim fiz! Foi a oportunidade que precisava para ter acesso a experiências na rádio ou no jornal da associação académica.
Não me arrependo, em nenhum momento, de ter escolhido o caminho que tomei na UMinho. Se não fosse por mais nada, percebi que aquele não era o meu caminho. Sem dúvida que o meu futuro estava no área das letras mas em carateres latinos.
Chegou o novo concurso de acesso ao ensino superior ao qual me candidatei. Sem sucesso: não consegui entrar na UMinho em Ciências da Comunicação. Optei por parar nesse ano: andei a vender em feiras [sim, fui feirante!] e surgiu a oportunidade de colaborar no Barcelos Popular. Assim o fiz!
Até à minha entrada na universidade, fui a festas, romarias, jogos de futebol [eu que pouco percebo de bola], exposições, festivais, enfim, tanta coisa.
Depois entrei na UTAD. Ainda estava com esperanças de voltar à UMinho. Sentia que aquela não era a "minha" universidade. E assim foi no primeiro ano em que estive por Vila Real: colaborei mais com o BP do que com o meu futuro. No entanto, chegou a uma altura em que tive que escolher entre a universidade e o jornal e essa escolha aconteceu no meu segundo ano em que estive por Vila Real.
Aconteceu a UTAD TV, a kapa, o akademia. Tudo coisas pequenas que dão bagagem para um futuro próximo.
E claro: aconteceram as amizades, as brincadeiras, os jantares, a farra, etc. Podia falar de praxe, claro. Mas como só tive a experiênicia da praxe da UMinho [por opção], prefiro não ir por aí! Sei bem que a parte que muitos futuros estudantes têm medo é a praxe mas, se levarem os vários aspetos da praxe na brincadeira [sem entrar em exageros!] e desde que o direito a dizer "não!" esteja salvaguardado, não vejo motivos para ter medo!
Serão os melhores anos da vossa vida? São, absolutamente!
Aproveitem as oportunidades que aparecem. Gozem a cidade, a vida noturna, o bar debaixo de casa!
Acima de tudo, sejam felizes nos anos vindouros!
P.S.: Se eu me lembrar de qualquer outra coisa, eu adiciono ao artigo.